| Na obra de Adriana Varejão, os corpos humano, da
pintura e da história estão juntos dentro da própria história da carne. O corpo
humano, a pintura e a história são as cartografias de nossos ferimentos. Compartilham a
mesma densidade de memória. O corpo é mutilado, cuidado, amado, tomado de assalto. Nesse
sentido, a arte barroca, a arte oriental e o apego ao ornamento que o Brasil herdou dos
conquistadores portugueses, e que reapropriou, podem ser vistos como a teatralização de
diversas patologias e fantasias. A violência causada pela colonização continua em todas
as formas de violência a que nossos corpos e nossas identidades ainda são submetidas
hoje. Exposições recentes (seleção)
1998 - Lorenzo Soledad Gallery, Madri
1997 - Museo de Arte Contemporaneo Sophie Imber, Caracas
- Lines from Brazil, Whitechapel Art Gallery, Londres
- Ghislaine Hussennot Gallery, Paris
1996 - New Histories, The Institute of Contemporary Art, Boston
- Excesso, Paço das Artes, Sao Paulo, Brasil
- 96 Containers: Art Across the Oceans, Copenhague
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